quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Semana de encontros universitários da FFB


A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NAS DECISÕES INSTITUCIONAIS DO ESTADO


Por: Hamilton R. Araújo

Joana Raquel Medeiros

Levi Ramos


Orientadora: Professora Doutora Lidia Valesca



001. Introdução do assunto

  • Objetivos do trabalho
  • Estudos de caso a serem analisados
  • Estrutura orgânica do tema

002. Os limites da imprensa

- A utilização da imagem

- O direito de resposta

- O financiamento político de empresas de comunicação social

A aliança entre GRUPOS DE MANDO POLÍTICO e EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO

- A concessão pública de empresas de comunicação (lei)

- A lei eleitoral no que diz respeito ao período que antecede ao pleito

- O que fala a lei eleitoral a respeito dos debates televisivos

003. A influência da mídia nas decisões jurídicas

- O caso Nardoni

- O caso Suzanne

004. Cases para análise

- Eleições de 1989 (+)

- Vídeo da BBC de Londres – Além do Cidadão Kane

- Brizola consegue direito de resposta em pleno JN (+)

- O impeachment do Presidente Collor - Anos Rebeldes (Minissérie)

- A ascensão do Presidente Lula

- O caso mensalão

- A reeleição mesmo depois do massacre midiático

005. Conclusão e análises finais

terça-feira, 14 de outubro de 2008

proposta aos professores Renata Neris e Raul Nepomuceno;

eria de extrema validade metodologica para nós acadêmicos assistirmos um debate entre dois dos nossos mais brilhantes professores acerca das acepções do direito. Professora Renata Neris defendendo o Jus-naturalismo e refutando o jus-positivismo tendo como base o professor Arnaldo Vasconcelos e seus próprios conceitos e o Professor Raul Nepomuceno defendendo o Jus-positivismo a partir do livro Teoria da Norma jurídica de Norberto Bobbio. A proposta está feita teriamos um momento incrível.
Uma aula especial onde dentro do espaço democrático da livre expressão teríamos dois grandes professores do nosso primeiro semestre debatendo e apontando para nós alunos o caminho que devemos discernir em nossas carreiras jurídicas.

Primeiro bloco:
15 minutos para cada professor

Segundo bloco
Réplica de 05 minutos para cada professor

Terceiro bloco
Pergunta dos alunos e cada professor respondendo as mesmas

Acho as vezes que falta imaginação a nossa coordenação para diversificarmos mais as nossas atividades complementares e nos aflorarmos na busca pelo conhecimento. Somos salvos pelos professores que são engenhosos, criativos e honestos. Fora isso vamos participar de encontros universitários onde a participaçao dos alunos é pouco estimulada e ainda nem somos envolvidos em sua elaboração, nem sequer para sabermos qual a nossa opinião a respeito do que queremos ver na semana. Espero que no futuro a coordenação que parece ter uma missão tão importante nessa relação didática, possa ser mais democrática e faça do curso de direito da FFB realmente a proposta do Professor Tales a chamada faculdade da qualidade.

O caso dos denunciantes invejosos

Professor Claudio Mitri

observe os pontos destacados no final do artigo

Introdução

O texto denominado “O caso dos denunciantes invejosos” é de autoria do professor estadunidense Lon Luvois Fuller, responsável pela cátedra de filosofia do Direito da universidade de Harvard, nos EUA. Fuller é autor do conhecido texto “O caso dos exploradores de cavernas”.

No texto dos “denunciantes invejosos”, Lon Fuller provoca nos leitores a discussão sobre as relações entre direito, moral e justiça a partir de um caso de um pequeno país fictício que, tendo vivido durante anos em relativa estabilidade política, sob um regime constitucional democrático, subitamente se vê em meio a uma grave crise econômica e distúrbios causados por conflitos entre diferentes grupos políticos, religiosos e econômicos.

Basicamente, a questão que se coloca dizem respeito à existência de leis injustas, à capacidade que o direito positivo tem de dissociar-se, às vezes, dos valores da sociedade e dos mandatos mais elementares de justiça. O problema colocado por Fuller cinge-se o tratamento que deve ser dispensado àqueles que obedeceram e se pautaram por essas regras. A dificuldade decorre da imposição de sanções ou reprimendas quando o “descompasso” entre o sentimento do povo e a lei só surge depois de um longo período durante o qual a impressão que se tinha era que tais leis contavam com aprovação popular.

Após narrar o caso, Fuller apresenta cinco diferentes soluções para a pergunta feita ao final: devem ser os denunciantes invejosos punidos? Por sua vez, Dimoulis acrescentou à tradução outras cinco opiniões.

Contexto jurídico-político

Depois de anos vivendo pacificamente num regime constitucional democrático, um pequeno país é tomado por uma grave crise política, econômica e institucional. Vários Grupos disputam o poder em meio ao sentimento de abandono e desespero da população. Ao final de um processo eleitoral no qual não faltaram denúncias de irregularidades (ameaças, falsificações etc.), é eleito para o posto de Presidente da República o chefe do partido denominado “camisas-púrpuras”, considerado um verdadeiro salvador da pátria.

Os camisas-púrpuras também elegem a maioria dos representantes para a Assembléia Nacional. Não há mudanças na constituição ou as leis e são mantidas as eleições periódicas, numa aparente normalidade democrática. No entanto, instala-se um regime de terror no país.

Juízes e funcionários que se recusassem a aceitar os abusos do governo são ameaçados, agredidos ou assassinados. O governo não respeita as leis existentes e nem aquelas que ele próprio edita. Opositores políticos são cassados e partidos políticos suprimidos. São criados regulamentos secretos e legislações de exceção.

Promulga-se uma lei concedendo anistia a todos que “tivessem cometidos atos em defesa da pátria”, por meio da qual todos os partidários dos camisas-púrpuras que estavam presos são libertados. De outro lado, são criadas leis retroativas para punir os inimigos do regime, ou ainda conferidas interpretações perniciosas às leis com a finalidade de encarcerar todos aqueles que representem uma ameaça aos planos de poder dos camisas-púrpuras.

Após anos de dominação, os camisas-púrpuras são derrotados e novamente instala-se um regime constitucional e democrático. Vários problemas decorrentes dos anos de desmando e terror devem ser enfrentados. Um deles é o problema dos denunciantes invejosos.

O caso dos denunciantes invejosos

Aproveitando-se do clima de perseguição e terror implantado pelos camisas-púrpuras, muitas pessoas denunciaram seus desafetos às autoridades movidas exclusivamente por inveja. Claramente esses denunciantes eram agentes do estado dos CAMISAS PÚRPURAS afinal tinham acesso ao governo. Um desses casos foi o de um sujeito que se enamorou por uma moça casada e decidiu denunciar o marido desta por um delito absolutamente banal, mas que fez com que o marido fosse processado e condenado à pena de morte.

Eram duramente punidas várias espécies de condutas, entre elas a crítica ao governo ou ao partido, mesmo em conversas particulares; a escuta de transmissões radiofônicas estrangeiras; a omissão de informar a perda de documentos no prazo de cinco dias; a posse de saquinhos de ovo em pó em quantidade superior à permitida etc.

Em alguns casos, as penalidades extremamente duras estavam autorizadas por regulamentos emergenciais; em outros casos, eram decorrentes da decisão de juízes regularmente constituídos.

Todavia, desmantelado o regime dos camisas-púrpuras, criou-se um problema político prestes a inflamar os ânimos da população, que clama pela punição dos denunciantes invejosos do forma tal que a solução deve ser decidida imediatamente.

Obviamente a tematica central do livro não resulta na prática dos denunciantes invejosos e sim na estreita relação da insuficiência do direito positivo em coibir atos lesivos de uma ditadura e ainda na relação clara e impura que os denunciantes tinham com o sistema vigente. Era óbvio que esses denunciantes se comportavam de tal forma estimulados pelo sistema.

sábado, 11 de outubro de 2008

Falando de Deus

É extremamente paradoxal o amor, a felicidade... Como quando, por exemplo, por amor, escolhemos o que nos causa dor, e nisso somos felizes... Ou quando, tomados de ilusão, achamos amar o que nos traz algum prazer e nisso fundamos uma felicidade que não se fundamenta e não resiste ao menor contratempo...
De minha parte, me achava meio esquisito, diferente... parecia andar na contramão... e desejava ser igual: sorrir das desgraças da vida e fingir ser feliz com a naturalidade de uma flor de plástico... ENGANO DOS ENGANOS!!!
Percebi que a vontade de ser igual, paradoxalmente, me fazia desejar ser diferente de todo mundo; que o que eu achava diferença era semelhança... que eu só estava tentando ser feliz... E NISSO NÃO SOMOS TODOS IGUAIS?
Mas ainda restava o medo, que ainda nesse momento não me abandona... e o tipo mais paradoxal: O MEDO DE SER FELIZ!!! Parece estranho, mas ele é real, porque a dor se mostra com ares de fatalidade, como se dela não se pudesse fugir; não precisamos buscar porque ela sempre vem, numa hora ou noutra... Mas a felicidade não!!! Essa exige de nós escolhas, como a de abraçar a dor, abraçar a cruz... EXIGE QUE ABRAMOS MÃO DAS NOSSAS “SEGURANÇAS”... Por isso o medo!!! Ser feliz é uma atitude e escolha muito exigente, e esse estado de vida só será experimentado pelos que TÊM CORAGEM de arriscar... e arriscar implica em correr o maravilhoso risco de acertar, mas também de errar... Reafirmo: por isso o medo!!!
E o gozado é que somos totalmente ignorante, não educados para a felicidade... Como, por exemplo, quando não fazemos um dado concurso por medo de não passar; ou quando deixamos de declarar nosso amor por dada pessoa por medo de receber um não... Daí provo que somos “tapados”: o não passar é não ter o emprego, e a recusa é o não ter a pessoa amada, não é? Mas quando não tentamos ficamos sem o emprego e sem a pessoa amada do mesmo jeito, e nos fadamos assim ao fracasso sem nem mesmo tentar; quando podíamos ter arriscado, jogado todas as fichas pelo emprego, pelo sim, ou por todo e qualquer coisa que se nos apresente como sinônimo de felicidade...
De forma muito particular, vivo hoje um estado de vida pelo qual, livremente e apaixonado, abri mão de uma série de coisas as quais são totalmente desejadas como sinônimo de felicidade para outros... e eram para mim também... e me chamaram louco... e me pensei louco... mas hoje reconheço que loucura seria não ter deixado... a frustração de não ter tentado...
... Chegando ao lugar para no qual viver tive que deixar minha vida, conheci um novo estágio de felicidade, apegos, “seguranças”, e firmei as raízes da minha humanidade... e posso me dizer feliz!!! E mesmo o sendo, pela compreensão de mim mesmo, sou convidado a reconhecer que, embora feliz, posso ser ainda mais feliz em outro lugar e num outro estado de vida... E o que fazer?
Paradoxo!!! Desfazer-me do que me faz bem pelo bem? Deixar o que me faz feliz para ser feliz? Trocar o certo pelo duvidoso? Até ao escrever isso treme meu íntimo de medo diante desse desapego...
Mas me dei conta de que esse é um risco que quero e preciso correr...
Vai doer, e doer muito, eu sei... e não posso nem garantir que estou pronto para a dor...
Mas algumas doloridas cisões precisão ser feitas, como a de amigos que amo, e amo muito, mas cujo padrão de relação já não me fazia bem...
E só hoje me dei conta de estar pronto para ser feliz quando disse para Alanzinho que SEI EXATAMENTE O QUE QUERO, COMO QUERO E ONDE QUERO, e que não tenho medo de chegar para ele mais adiante e dizer ME ENGANEI, e voltar atrás... Porque não são as opiniões dos outros que me farão feliz, que ninguém pode ser feliz no meu lugar, nem escolher no meu lugar, nem sofrer no meu lugar
Ser feliz é questão de vontade, escolha, cisão, dor, desapego, riscos, fé....
E eu serei!!! Posso assegurar!!!
Não verei findarem-se os meus dias por sobre está terra ser ter plenificado a vontade de Deus na minha vida, que é a de que faça, livremente, as minhas escolhas de forma a poder encontrar-me, encontrá-lo e encontrar e abraçar o mundo inteiro na unidade de cada ser, e ser feliz em cada encontro, gota a gota... e como a chuva que, por mais fina que seja, infiltra na terra e jorra em caudalosos rios, poder olhar para trás, no anoitecer dos meus dias, e reconhecer que, de gota em gota, vivi um turbilhão de felicidade...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Para evitar o pior

Para evitar o pior

Júlio Gomes de Almeida
De São Paulo

O Brasil está se atrasando demasiadamente em adotar ações em face à crise externa. O atraso se revela mais profundo porque a crise se desenvolve com velocidade e gravidade cada vez maiores. É natural que as autoridades queiram reunir todas as informações disponíveis para somente então se decidirem por determinadas ações de política econômica.

Como a situação atual é muito delicada, as autoridades estão como que "filtrando" as informações e ponderando o desencontro de avaliações antes de tomar decisões. Porém, dado o andamento da crise lá fora e os desdobramentos internos dela, os seguintes pontos já podem ser considerados com clareza:

1. O debate no Brasil sobre a causa da maior inflação, se tinha origem predominantemente "de fora" (preços de commodities) ou correspondia ao aquecimento da demanda interna, foi literalmente superado pelos acontecimentos externos que tanto deprimiram os preços de commodities com relação ao "pico" de preços de meados do ano, quanto, no plano interno, "travaram" o crédito doméstico e as expectativas de investir e consumir de empresários e famílias brasileiras. O Brasil deve reduzir desde já a sua taxa básica de juros, seguindo a medida adotada hoje pelos mais importantes bancos centrais do mundo.

2. Influência inflacionária no contexto atual poderá ter a desvalorização do Real que desde o início da crise vem sendo elevada demais. A desvalorização exagerada também potencializa a sensação de contágio brasileiro pela crise externa. Por gerar expectativas excessivamente pessimistas, uma ação muito forte de intervenção no mercado cambial é necessária para reduzir a desvalorização da moeda ao menos nessa etapa de aguda instabilidade dos mercados financeiros mundiais.

3. A restrição do crédito contratado com recursos externos por empresas brasileiras é total. A bem da verdade, essa restrição do crédito externo já se apresentava de forma parcial e com grandes oscilações desde agosto do ano passado quando a crise externa se explicitou, tendo sido agravada intensamente nos últimos três meses. Como na situação atual não é possível sequer nutrir uma perspectiva de retorno do crédito externo, o governo deveria anunciar que cobrirá integralmente com suas reservas ou outras fontes internas de seus bancos a demanda de crédito para exportação.

O governo já anunciou a disposição de financiar as exportações com recursos de suas reservas e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já ampliou suas linhas de financiamento ao giro de exportações, faltando anunciar um valor para os financiamentos correspondente à demanda atual. Cabe observar que para compensar perdas de fonte externas com financiamentos internos nos casos de investimentos e no crédito agrícola, o governo já agiu especialmente com ações do BNDES.

4. O crédito no Brasil travou não somente no que diz respeito às linhas com recursos externos, mas também para as demais linhas com recursos internos. O quadro ainda não é preciso, mas as informações são de que os aumentos de financiamentos às empresas estão bloqueados e mesmo as renovações de financiamentos antigos estão muito difíceis. No crédito pessoal e ao consumidor o aumento das taxas de juros e o encurtamento de prazo já são realidades. Ou seja, a forte restrição do crédito que se assiste em países como os EUA, se reproduziu aqui, embora os bancos brasileiros não tenham sofrido diretamente com a crise do "subprime".

Em outras palavras, a realidade é que o Brasil importou a crise externa de crédito. Isso significa dizer a restrição de crédito se não for minimizada deprimirá significativamente o crescimento já nesse trimestre final do ano e no ano que vem. É possível minimizar o problema, mas dificilmente ele poderá ser neutralizado. As medidas nessa área se somariam às iniciativas já tomadas para melhorar a liquidez dos bancos de menor porte, mas iriam muito além.

Duas ações são muito urgentes: a) liberação de parcela significativa do compulsório não remunerado dos bancos em contrapartida de operações de crédito para PMEs, crédito agrícola e crédito para giro de exportação; b) reforço das linhas de crédito nessas mesmas áreas e na área de crédito imobiliário do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Texto indicado pelo nosso professor de Ciência política

Professor Rodrigo Uchôa nos envia texto que mostra a grandeza sem precedentes da crise econômica mundial.

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ARTIGO

Pânico mostra que crise é de 1ª grandeza

TONY JACKSON
DO "FINANCIAL TIMES", EM LONDRES

O NOVO surto de pânico que aconteceu ontem nos mercados mundiais oferece a prova final de que, em termos de crise financeira, estamos agora enfrentando um evento de primeira grandeza. As comparações com a bolha da internet ou mesmo com a crise asiática de 1997 são inadequadas. Devemos pensar em 1987 ou 1929.
Em retrospecto, a crise de 1987 foi muito mais contida que a atual. A queda breve e feroz das ações de todo o mundo parecia prenunciar uma retração igualmente severa na economia real. Mas o mundo real seguiu em frente e as demais categorias de ativos escaparam em larga medida incólumes.
Em comparação a 1929, temos duas grandes diferenças, hoje. Primeiro, as autoridades mundiais compreenderam a escala da ameaça de maneira mais rápida e estão preparadas para tomar medidas muito mais drásticas. Por outro lado, o sistema financeiro se tornou muito mais complexo. E graças às comunicações modernas, o ritmo se acelerou imensamente. Assim, qualquer dada ação política é incerta em seus efeitos e em geral tardia quando por fim é adotada.
Como um exemplo dessa complexidade, agora parece claro que as autoridades dos Estados Unidos estavam erradas ao permitir a quebra do Lehman Brothers. O efeito do colapso do banco foi o mesmo que o da quebra de uma peça que opere em alta velocidade em uma máquina de precisão: voaram estilhaços em todas as direções.
Um efeito grande e inesperado foi a severa perda de confiança dos investidores nos mercados de crédito de curto prazo, com uma congestão muito pronunciada no setor.
O fato de que um desfecho como esse não tenha sido previsto pelo secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, teoricamente o homem mais bem informado do mundo, oferece nova prova de que o sistema se tornou complexo demais para que se possa controlá-lo.
Um segundo efeito perverso surgiu com o resgate às instituições de crédito hipotecário norte-americanas Freddie Mac e Fannie Mae. A decisão causou caos no enorme e obscuro mundo dos derivativos de crédito -e a quebra do Lehman Brothers agravou ainda mais a situação.
A existência dos derivativos de crédito e do mundo bancário fantasma representado por entidades excluídas de balanços como os veículos para propósitos especiais significam que os investidores ainda estão no escuro quanto a que parte do sistema bancário foi efetivamente danificada. Uma vez mais, o fato de que isso continue a ser verdade 15 meses depois que a crise irrompeu sugere que reparar esses danos será um processo muito lento.
Alguns detalhes do comportamento do mercado ontem também nos lembram de que a crise avançou para bem além do sistema bancário. As ações das mineradoras despencaram ontem em Londres, e a mineradora de cobre cazaque Kazakhmys -que integra o índice londrino FTSE100- fechou com perda de 27% no dia.
Isso, somado às quedas profundas nos mercados emergentes ontem, oferece nova prova de que os investidores agora antecipam uma grave desaceleração na economia real do planeta. E, ao contrário de 1929, as causas são bastante claras.
Embora ainda se discuta por que o crash de Wall Street em 1929 foi seguido pela Grande Depressão, desta vez a história é de simples endividamento excessivo. Os países desenvolvidos assumiram dívidas demais e agora estão passando por um processo brutal de liquidação.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A falácia dos encontros universitários...

Estamos bem próximos ao início da chamada semana acadêmica,ou semana universitária, ou semana do direito ou tão somente encontros universitários. O fato é que nós do primeiro semestre noite de 2008.2 seremos apenas meros observadores, totalmente passivos e distantes da possibilidade de travar e realizar qualquer pesquisa científica. Durante anos em uma instituição federal no curso de psicologia sempre fui incentivado pelos meus coordenadores a realizar e montar paineis, artigos e trabalhos científicos. Aqui na Faculdade Farias Brito a linha de abordagem é aversa faltando exatamente 15 dias para o início da semana universitária fomos castrados e impossibilitados de realizar qualquer trabalho desta natureza. Imaginou a instituição que éramos limitados demais para a realização dessa empreitada. Assim ouvimos da coordenadora de atividades complementares as seguintes colocações: "A semana universitária esta totalmente pronta, nós montamos ela completamente para vocês. Vocês vão assistir." E depois questionada por mim sobre a nossa participação, ela foi taxativa e disse: "Isso não é pra vocês"

Ora meus queridos leitores da comunidade Farias Brito e fora dela, se os encontros universitários não são pra mim. Quero aulas! Depois do feriado do dia 15 de outubro. Quero conteúdo. Quero aulas pragmáticas, já que a coordenação de atividades complementares assim acha que devemos apenas sermos COADJUVANTES do processo. A informação da coordenadora é uma falácia generalizada tendo em vista que alunos do primeiro semestre da manhã motivados pela professora Renata Neris que possui uma mente democrática e includente, estão realizando trabalhos para os encontros universitários.

Peço a Faculdade Farias Brito e sua coordenação que reveja sua política de envolvimento com os alunos para suas atividades complementares tendo em vista que as próprias vão se tornando lentamente esvaziadas pela inconstância das mesmas.

Por: Hamilton R Araújo